Post intimista II
E de repente senti que chuviam sobre a minha cabeça malas e outros objectos que tinham sido colocados nas bagageiras que se tinham aberto devido à brusquidão de movimentos. Então eu percebi que estava de cabeça para baixo e só me consigo lembrar do silêncio aterrador de cortar à faca. E de repente o avião pára. Estavamos todos seguros pelos cintos de cabeça para baixo. E eu fiquei à espera, nos segundos seguintes que o avião explodisse, tava serena, estranhamente calma mas pensei de forma irracional vou morrer. Esperei e o silêncio era esmagador. Não aconteceu nada. Recuperei a consciência saí do meu transe e pensei não morri, quero sair daqui (devo ter acionado um mecanismo qualquer de sobrevivência), olhei para a minha mãe que viajava ao meu lado e estava estáctica sem reacção, acordei-a do nada com dois berros: desaperta o teu cinto, temos que sair daqui depressa pq o avião pode explodir a qualquer momento. Eu desaperto o cinto e caio de qualquer maneira sobre um líquido que inundava o avião apercebi-me mais tarde que era o combustível do avião pq o depósito já se havia rompido quando o avião faz a pirueta de ficar de pernas para o ar. Caminho por entre o combustível e as malas que boiam no tecto. Procuro deseperadamente uma saída. Vejo Claridade ao fundo, novamente grito à minha mãe para que se despache, que nada é garantido que não haja uma explosão ou que o fogo não nos apanhe ( já tinha visto chamas ao longe), aqui já me tinha apercebido que estava banhada em combustível sentia na cara, nos olhos e no peito um ardor estranho e doloroso.
4 Comments:
Fodasseeee!!!!
Vês eu assino os meus comentários. Sou uma menina bonita não sou?
explica-lá esse nick???
lembrei-me deste: fressureira tresloucada tb podias ter escolhido esse...
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